terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vai passar

tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas
                                                                           
 Caio Fernando Abreu 

"Só aquele q conhece o verdadeiro sorriso sabe q nem todo palhaço é feliz"

e quem pode dizer onde a felicidade está .. ?!

Cansei

Cansei de promessas não cumpridas, de relações superficiais, de valorizar quem não merece. Cansei de correr atrás do que não tem volta, de não saber dizer não, de não dar valor ao coração. Cansei de passar vontade, de perder tempo, de desperdiçar oportunidades. Cansei de ter preguiça de recomeçar, de ter medo de errar e de me preocupar sem precisar. Cansei de dramatizar o que não precisa, esperar pelo que não vem e lamentar pelo que fiz ou deixei de fazer. Cansei de mentiras, risadas falsas e meias verdades. Cansei de pensar muito nos outros, de aceitar o injusto, de não encarar os fatos. Cansei da irresponsabilidade, da desconfiança, do platônico. Cansei de desconfiar da minha fé, da falta de compromisso e de me subestimarem. Cansei do medo, de repetir os erros e de dar valor demais aos defeitos. Cansei de sentir raiva, sentir dó e inveja. Cansei do ciúmes, do egoísmo e da ilusão. Cansei de não cometer loucuras demais, não amar como se não houvesse amanhã, de ver o tempo passar. Cansei de me arrepender, de não fazer cada dia valer a pena e de não realizar todos os meus sonhos - ou ao menos tentar. Cansei de engolir mágoas, não ser sincera e de ser indecisa. Cansei de ver o que não quero, de passar curiosidade, de ter paciência com quem não merece. Cansei de fingir, cansei de chorar, de me sentir mal e me importar. Cansei de pensar demais, de ser ansiosa demais e possessiva demais. Cansei da impaciência, da decepção e do orgulho exagerado. Cansei de sentir falta, cansei da falta de atitude e de me contentar com pouco. Cansei de não rir suficientemente, não amar suficientemente e não viver intensamente.Cansei de não abraçar o mundo. Daqui pra frente, ou vale a pena e me faz bem, ou... Foda-se. 
 C.M


Caio Fernando Abreu


"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar"

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mayla Rosa

Não estou brava. Só estou magoada, decepcionada. Se fosse raiva eu teria feito de tudo pra te ferir igualmente, o problema é que estar magoada só faz com que eu me machuque mais. 



Muitas vezes, eu não quero um “vai ficar tudo bem”. Eu quero um abraço. 
Estou ignorando tanta coisa, fingindo não ver, não sentir. Acho que deve ser isso que está me deixando cada vez mais cansado das pessoas. 
 (autor desconhecido)

Ninguém!


Tem horas em que parece melhor viver como esse ninguém que tanto dedico meus sentimentos também não existisse.  Sua incapacidade de existir me irrita e  desilude.  É inexistência demais para a minha existência suportar. Esse vazio não preenche nada. O vácuo não devia abrigar tudo isso. Falta coragem de continuar uma conversa com quem nunca começou um diálogo comigo. Monólogos são até fundamentais para minha existência. Mas não deviam resumir ela desse modo. É como se eu tivesse que deixar de existir para poder me tornar interessante, sumir para poder ser vista, correr para poder ser alcançada, esquecer para ser lembrada e parar de escrever para ser lida.
Ninguém é estranho demais. É como se esses olhos que nunca me olharam estivessem vendados, esses ouvidos que nunca me escutaram estivessem tampados,  essa pele que nunca me tocou estivesse me repulsando, esse nariz que nunca cheirou mentira não acreditasse em minhas verdades, essa língua que nunca criou palavras estivesse se engasgando propositalmente, esse coração que nunca me amou estivesse me desprezando e essa mente que nunca me conheceu tivesse me esquecido.
Ninguém precisaria ser alguém para mudar isso.    
Bruna V.

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu te perdoo, mesmo com o coração sangrando


Eu sei que todo mundo tem seus erros, seus defeitos, seu jeito de vê as coisas. Mas os seus, não são bem erros qualquer, que todo mundo comete e depois se arrepende, os seus, são diferentes é como se você tivesse todas as intenções de acertar, mas no instante seus pensamentos mudam, e lá está você errando. E eu? Fico desejando toda hora para que eu tenha forças para não te perdoar, o que chega a ser quase impossível, eu não consigo ficar sem você, mesmo que você faça a maior besteira do mundo, mas mesmo assim eu estou lá, do seu lado falando que tudo vai mudar, e que você vai mudar e vai aprender a não cometer o erro mais de uma vez. É, eu tenho esperanças que um dia isso aconteça meu bem! Mesmo que eu te ame, que eu perdoe qualquer coisa que você faça de errado, eu tenho coração e ele é frágil o bastante para sangrar todas as vezes que você vem me pedir perdão, como eu queria que isso não fosse sempre, como eu queria que você parasse com isso, como eu queria meu amor.
 
{umfalsopoeta}

E assim foi

Ela só queria que dessa vez houvesse realmente um ”bom dia”, e que realmente tudo fosse doce, e repetia mentalmente o ensinamento ”que seja doce, que seja doce”, ela estava disposta a sorrir, ela queria que tudo fosse doce, e que hoje realmente fosse um bom dia. E assim foi. 

(autor desconhecido)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Um passado presente


Sabe quando, sem procurar, olhamos para o outro lado da rua e reconhecemos um rosto familiar? Logo, o cenário nos remete a outra estação, cheia de outras músicas e costumes.
Que drástica mudança somos nós, não?
O passado foi época de bons frutos, mas também semeou sensações que, uma vez nossas, sempre nos pertencerão. Será tão grave assim folhear nossas memórias e deixar que as borboletas entrem novamente? Afinal, é coletando os momentos que construímos o futuro. Sendo assim, não se sinta mal por sorrir relembrando alguém que já te encheu de expectativas.
A saudade dos ‘velhos tempos’ é natural e semelhante a que temos de diversas fases da vida. Não a ignore, mas não faça dela um referencial. A verdade é que nossa razão muitas vezes se sobrepõe ao que vai bem além de nutrientes e é bombeado aos montes pelo coração a todo o instante.
Não conte até três e quebre os paradigmas de “não quero vê-lo nunca mais”. Dê uma brecha para um papo amigável e não torne disso um hábito. Depois de tomar nota das novidades, olhe para o visor do celular e naquela chamada perdida, perceba o quanto há de segurança e amor naquele que te oferece um abrigo nos dias de preguiça, chuva e TPM.
Nutra o seu amor vigente e faça dele mais verdadeiro a cada dia que passa. Fundamente-o numa rotina cheia de aventuras e eventualmente, reveja as fotos e as cartas.
Não existe culpado em fatos irreversíveis.
E vivemos assim, rodeadas de passados presentes.

 Bruna V.

Hakuna Matata

    
Tudo começou com um breve silêncio. Nós não precisávamos de palavras para saber que alguma coisa crescia naquele espaço entre mim e você. Estávamos próximos, mas nossos olhares se divergiam e denunciavam o quão distante realmente estávamos. Você dizia que estava tudo bem, e eu continuava perguntando com a certeza de que você jamais diria algo além disso. Alguma coisa acontecia, e nós sempre chamávamos isso de "nada".
Admito que sempre tive os 'meus dias'. Aqueles em que me tornava a pessoa mais carente, sensível e preguiçosa do mundo.  Algumas coisas me irritavam. E nesses dias, isso era tudo quase insuportável. Eu te olhava e enxergava um estranho. Era você, mas não era o meu cara.  Um estranho que não sabia ou fingia não saber absolutamente nada sobre mim. Como daquela vez, que você não olhou nos meus olhos e deu risada ao achar que aquela lágrima era de brincadeira. Não era.
nunca gostei desse tipo de brincadeira, antes, você sabia disso.
Eu sentia falta dos seus abraços inesperados na madrugada. De fingir que não estava percebendo você me olhar dormir pela manhã. Da surpresa no trabalho e do seu sorriso sincero ao ouvir uma coisa idiota dita por mim naqueles momentos em que nada que eu falava prestava.
Eu não achava justo ter que mudar para agradar você. Eu queria ser simplesmente eu. Complicada, sem o perfeitinha.
Fui covarde. Tinha medo de decretar o fim, porque sabia que não conseguiria ir muito além de você. Cometi o erro de me tornar dependente dos seus raros carinhos. Isso tornou tudo mais difícil, porque a cada dia eu me esquecia um pouco de como era estar apaixonada por você. Eu te amava e precisava de você. Mas um relacionamento não sobrevive muito tempo sem paixão, calor e admiração.
A falta que eu sentia das suas qualidades, fizeram com que elas se tornassem defeitos. E isso pra você era carência.
Todo o meu esforço para te trazer de volta para nós dois sempre piorava as coisas.  Eu me via implorando indiretamente por um carinho e fazendo coisas que eu jamais faria. Cobrar não mudava nada. Se tem uma coisa que eu aprendi com você, é que em um relacionamento, amor e carinho não devem ser tratados como uma dívida pendente. Eles devem ser pagos à vista, sem rodeios, sem descontos ou parcelas. Agora, naquela hora ou nunca mais.

Bruna V.


Sou teimosa, ciumenta, confusa, estressada e grossa.
E ainda assim, consigo ser a pessoa mais sensível do mundo.
O que estaria por trás daquele sorriso? Tristeza camuflada? Vingança? Frieza? Talvez fosse apenas felicidade, simples e óbvia. Mas quem disse que ela era óbvia? Se nem Freud conseguiu dizer com exatidão, apenas revelou que era um continente obscuro. Como ela, que nada entendia de comportamento humano saberia indicar a saída do labirinto? Era como desvendar o sorriso de Monalisa.
Quantas habitavam sua mente, seus quereres e qual predominava?
Descobriu que as pessoas não mudam, ela não mudou. Continuava ciumenta, teimosa, encrenqueira e sabia ser doce, contar histórias, inventar personagens, mudar as lentes da realidade em busca do cenário do sonho.
Sabia quem era, mulher, mãe, amiga, amante, cigana e outras tantas. Sentia saudade do cheiro da verdade, daqueles que dizem o que pensam, mas principalmente daqueles que não fazem a menor idéia para onde estão indo, por não possuírem a arrogância dos que sabem tudo. Preferiu deixar suas gavetas internas bagunçadas, era assim que se achava (...)  
 
Renata Fagundes

Controversa.



Gosto de fechar os olhos para sonhar, de dormir com barulhinho de chuva no telhado da minha casa, de olhar para o nada e de pensar em tudo.
De mudar de opnião, sempre que acho uma mais certa, gosto de me apaixonar, de andar de mãos dadas de sentir perfumes, de conversar e elogiar.
Gosto da amizade o que ela trás e o que ela leva. Das conquistas quando ninguém, mais acreditava, do inevitável.
Gosto de bala, doce e chiclete, gosto do arco-íris, do Sol, da chuva.
Gosto da lágrima e do sorriso.
Eu sou assim tão controversa, quando tudo o que eu escrevi.
                                                                             Natália Bispo s2

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